São Borja contabiliza 179 focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti em janeiro

São Borja contabiliza 179 focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti em janeiro

Foto: Decom/PMSB

A quantidade de chuva neste mês de janeiro contribuiu para o crescimento dos focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti em São Borja. O aumento dos casos se deve aos dias de muita chuva seguidos de sol, o que influencia na proliferação dos focos. 

Segundo a técnica responsável pela parte ambiental da vigilância em saúde de São Borja, Janaína Leivas, foram registrados 179 focos do mosquito apenas no primeiro mês do ano. Destes, 143 focos foram encontrados em residências. Segundo a profissional, é um descuido do morador em não verificar seu pátio, coisa que leva menos de cinco minutos. “Se você for no seu pátio e eliminar aquele balde, brinquedos de criança, pode ser resolvido”. Janaína alerta também com relação à maneira de armazenar água. As pessoas podem armazenar em baldes ou em caixas d ‘ água, mas elas devem permanecer com tampa, para que assim não ocorra o risco de virar um criadouro de mosquitos. 

“É possível visualizar a doença, diferentemente do coronavírus, é mais fácil de evitar. Estamos contando com a sorte, pois o aumento dos focos propicia que a doença se prolifere”, disse Janaína. 

A cidade de São Borja, apesar de contabilizar um aumento de focos, não contabilizou até o momento registros da doença, mas o alerta deve ser permanente, tendo em vista que na Região das Missões, já foram registrados casos de dengue, inclusive óbitos. 

Conforme Janaína, as piscinas das crianças são um dos locais que tendem a proliferar larvas, devendo ter atenção constante dos proprietários. Uma das formas de cuidar para que o mosquito não procrie, é mantê-las tampadas. Outra forma é mantê-las limpas, com o uso adequado de cloro próprio para piscina. Além das piscinas, pontos pequenos como potes, tampas de garrafas, alguns tipos de folhas e outros locais, também precisam ser verificados, já que o mosquito gosta de lugares pequenos e escuros para se reproduzir. 

Atualmente, o município tem apenas 17 agentes em controle de endemias. A técnica responsável afirma que é preciso a colaboração da comunidade para que a doença não se espalhe, se tornando mais um problema para a saúde do município. Os sintomas da doença são bem parecidos com os da gripe e Covid-19. Febre intensa, dores de cabeça, atrás dos olhos e no corpo.

Comentários