Anvisa aprova o uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford

Anvisa aprova o uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford

Neste domingo, 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esteve em reunião para votar sobre o uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford. Após cerca de cinco horas de discussão do tema, as vacinas foram aprovadas por unanimidade de votos dos diretores do órgão. 

A relatora dos pedidos à Anvisa, Meiruze Freitas, autorizou a aprovação condicionada à uma assinatura de termo de compromisso e publicação no Diário Oficial da União. Segundo informações, apenas o termo de compromisso assinado pelo Instituto Butantan precisa ser publicado, podendo ser feito ainda neste domingo. De acordo com a agência, o termo já está pronto e será enviado ao instituto para ser assinado e publicado assim que assinado. 

“Quanto à vacina Coronavac, desenvolvida pelo instituto Butantan, voto pela aprovação temporária do seu uso emergencial condicionada a termo de compromisso e subsequente publicação de seu extrato no DOU. Quanto à vacina solicitada pela Fiocruz, voto pela aprovação temporária de seu uso emergencial referente a 2 milhões de doses”, votou a relatora.

Durante o voto, a relatora destacou que o Brasil responde por 10% das mortes registradas no mundo por Covid-19 e lembrou que não há alternativa terapêutica para combater a doença. “Até o momento não contamos com alternativa terapêutica aprovada para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus. Assim, compete a cada um de nós, instituições públicas e privadas, sociedade civil e organizada, cidadão, cada um na sua esfera de atuação tomarmos todas as medidas ao nosso alcance para no menor tempo possível diminuir o impacto sobre a vida do nosso país”, afirmou. 

No início da reunião deste domingo, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, fez um breve discurso no qual afirmou que, mesmo com o desenvolvimento de vacinas, a vitória sobre o coronavírus passa pela mudança do “comportamento social”.

“O momento é de conscientização, união e trabalho. O inimigo é um só. A nossa chance, a nossa melhor chance nesta guerra passa, obrigatoriamente, pela mudança de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”, declarou.

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