A partir de hoje regras da bandeira vermelha devem ser seguidas

A partir de hoje regras da bandeira vermelha devem ser seguidas

Nesta segunda-feira, dia 30, o Governador Eduardo Leite alterou o protocolo de distanciamento controlado em consequência do aumento no número de casos de coronavírus no RS.

Uma das alterações é a que suspende temporariamente a cogestão, sistema que permite que as regiões definam restrições mais leves. A partir de agora, as regiões em bandeira vermelha deverão seguir os protocolos exigidos por ela. Outra medida é a que limita o horário de funcionamento em bares e restaurantes no Estado e aumenta a fiscalização em locais abertos ao público.

Apesar do pronunciamento do Governador, de que as medidas mais rígidas para o combate ao vírus deveriam valer por pelo menos duas semanas, o Decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira, traz o prazo de uma semana. As medidas precisam ser colocadas em prática a partir deste dia primeiro, até às 24 horas do dia 07.

Comércio

– Comércio não essencial poderá funcionar até 20h;

– Comércio essencial não há limite de horário de funcionamento;

Bares, restaurantes, lanchonetes e lancherias:

– Poderão funcionar até as 22h, com clientes somente sentados e com dois metros de distância entre si. Mesas poderão ter até seis pessoas e fica proibida a música ao vivo ou ambiente. 

– O sistema de drive-thru, telentrega ou pegue e leve poderá funcionar até às 23h.

Serviços de educação física (academias, centros de treinamento, estúdios e similares)

– 25% de lotação;

– Teto de ocupação de uma pessoa para cada 16 metros quadrados;

– Material individual, sem compartilhamento;

– Esportes coletivos (dois ou mais atletas): somente para atletas profissionais, sem público;

Clubes sociais, esportivos e similares

– 25% de lotação;

– Teto de ocupação de uma pessoa para cada 16 metros quadrados;

– Material individual, sem compartilhamento;

– Esportes coletivos (dois ou mais atletas): somente para atletas profissionais, sem público;

– Fechamento de áreas comuns, tais como espreguiçadeiras, brinquedos infantis, saunas, quadras, salões de festas, churrasqueiras compartilhadas e demais locais para eventos sociais e de entretenimento;

Competições esportivas

– 50% dos trabalhadores;

– Permitidas competições somente de atletas profissionais, sem público;

– Vedadas competições de atletas amadores;

– Necessidade de autorização do município sede;

Hotéis

– Estabelecimentos que possuem o Selo Turismo Responsável poderão oferecer 60% de lotação;

– Estabelecimentos que não possuem o Selo Turismo Responsável poderão oferecer 40% de lotação;

– Estabelecimentos situados na beira de estrada ou rodovia poderão oferecer 75% de lotação;

Escolas

– Poderão receber 50% dos alunos por sala de aula;

Serviço de higiene pessoal (cabelereiros, barbeiros)

– Limite de 25% dos trabalhadores;

– Atendimento individualizado;

– Distanciamento de 4m por cliente;

Transporte Coletivo de passageiros

– 50% de ocupação com janelas abertas ou sistema de renovação de ar;

Missas e Serviços Religiosos

– Máximo de 30 pessoas, ou 10% do público;

Serviços que deverão permanecer fechado

– Seminários, Congressos, Convenções Simpósios;

– Reuniões Corporativas, treinamentos e cursos corporativos;

– Buffet’s, casas de festas, casas de shows, casas noturnas, Pub’s;

– Atividades ligada ao MTG e Similares;

– Cinemas;

– Serviços domésticos;

– Áreas comuns de condomínios e clubes;

Entre as medidas emergências, estão o reforço na campanha de comunicação do Estado, também será requisitado apoio da Brigada Militar na fiscalização dos protocolos e criação de canais específicos para denúncias de aglomeração.

As medidas englobam a suspensão de festas e eventos de fim de ano, e o incentivo à restrição de reuniões privadas e familiares, sugerindo um limite de até 10 pessoas, excluídas crianças e jovens de até 14 anos.

Quanto aos ajustes, o governador frisou que as medidas foram pensadas para ter “o mínimo de impacto possível” na economia. Sobre as aulas, elas seguirão autorizadas no formato presencial, para, de acordo com ele, evitar danos psicológicos e pedagógicos aos alunos.

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