Provas do Enem podem ficar para 2021 dependendo da escolha dos participantes

Provas do Enem podem ficar para 2021 dependendo da escolha dos participantes

De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), podem ficar para o ano que vem. A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame.

Em uma rede social, nesta quarta-feira, dia 10, o ministro afirmou que será aberta uma enquete, entre os dias 20 e 30 de junho, para que os inscritos no Enem votem em uma das datas disponíveis.

São três datas possíveis, uma para esse ano, no mês de dezembro, e duas para 2021, nos meses de janeiro, ou maio.

De acordo com o Inep, entre 20 e 30 de junho os inscritos deverão acessar a Página do Participante (enem.inep.gov.br) com CPF e senha utilizados no cadastro do portal único do governo federal, o gov.br, e indicar um dos períodos.

Nesta edição, o Inep também fará provas em computadores para aqueles que escolheram esta opção no momento da inscrição. A medida faz parte de um projeto-piloto que pretende tornar o Enem totalmente digital até 2020.

A prova estava marcada inicialmente para novembro, mas foi suspensa devido à pandemia do novo coronavírus – com as escolas fechadas em todos os estados, havia receio de que os estudantes não conseguiriam se preparar a tempo.

A nota do Enem é usada como forma de acesso a diversas universidades públicas, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e também é aceita em algumas universidades privadas.

A suspensão da data do Enem ocorreu depois que o governo federal enfrentou questionamentos judicias cobrando o adiamento por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19, que levaram escolas a suspender as aulas presenciais.

O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: o Senado aprovou projeto que adiava o Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Para não perder o embate político, o MEC suspendeu a data antes que o tema chegasse à Câmara.

Segundo o governo, 6,1 milhões de pessoas se inscreveram no Enem 2020. 

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