Pandemia faz aumentar abondono de animais em São Borja

Pandemia faz aumentar abondono de animais em São Borja

Desde o início da pandemia coronavírus, foi registrado um aumento de 100% no abandono de animais nas ruas e terrenos baldios da São Borja. A constatação é da presidente da Associação dos Colaboradores e Protetores de Animais de São Borja (Acopasb), Jane Pozza Garcia.

Segundo Jane, é alarmante o número de animais abandonados praticamente todas as semanas, e o mais grave, é que a grande maioria dos abandonos, se trata de filhotes de cães colocados em caixas de papelão. Ela diz que boa parte dos abandonos ocorre próximo ao Abrigo de Animais, administrado pela Acopasb e que fica na saída para Santa Luzia.

Para inibir este tipo de crime contra os animais, ou encontrar os responsáveis, a Acopasb está em negociação com uma voluntária para instalação de câmeras ao redor do Abrigo de Animais. “É impressionante como tem pessoas que não tem o mínimo de amor pelos animais e jogam filhotes em qualquer lugar”, lamenta.

Atualmente o abrigo está com cerca de 710 animais, a maioria cães. Tem se mantido uma média de apenas 8 a 10 adoções por mês. No entanto, entram mais animais do que saem do abrigo, segundo a presidente da Acopasb. Na área de serviços, a Acopasb realiza castração de animais a preços bem acessíveis e faz gratuitamente no caso de adoções.

DIFICULDADES

Além de maior quantidade de animais para o abrigo, a pandemia também influenciou na queda de doações à Acopasb. Conforme Jane Garcia, os R$ 20 mil repassados mensalmente pela Prefeitura são suficientes apenas para pagamento de funcionários, encargos sociais e compra de ração e alguns insumos. Para compra de medicamentos, a entidade precisa contar com recursos do programa Nota Fiscal Gaúcha.

A maior necessidade atualmente do Abrigo de Animais é de rações e materiais de limpeza, cujas doações caíram muito após início da pandemia do Covid-19. Jane faz um apelo no sentido de que as pessoas e empresas retomem as doações para que as dificuldades diminuam, especialmente durante o inverno.

Segundo a dirigente, em função do risco de contaminação a equipe que atende as ocorrências de maus tratos, não pode mais entrar nos pátios das casas para conferir. “Infelizmente tivemos que interromper este serviço que é muito importante para evitar maus tratos a animais domésticos e agora estamos aguardando para ver quando poderemos retomá-los”, afirmou.

Foto: Dilhermano Messa/Folha de São Borja

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